segunda-feira, 28 de março de 2011

Carta do Limpa-Vias

Nova York, 6 de Janeiro de 2009
Caro amigo,

Como estão as coisas por aí? Por aqui estão muito mal, todos os dias corro o risco de ser atropelado por um comboio e no fim do mês recebo um salário miserável, mal dá para pagar a água, a luz e dar de comer à minha família.

Mas ultimamente tem acontecido uma coisa fascinante que tem alegrado os meus dias, um milagre! Agora, quando começou o Verão, todos os domingo tem chovido arroz! Sim, arroz! E é isso que tem matado a fome à minha família. A minha mulher tem andado muito contente com isto, diz-me sempre para não me esquecer de o levar para casa.

Mas antes do arroz começar a aparecer, eu andava muito triste e em baixo... Ninguém fala comigo! Eu não sei falar inglês, e eles também não sabem falar a nossa língua. É difícil passar tanto tempo sem ter com quem falar, mas esse nem é um dos meus maiores problemas, pois sempre fui solitário.

Escreve-me em breve.

Um abraço,

do teu amigo

domingo, 27 de março de 2011

A nossa visita de estudo ao Centro de Ciência Viva


No passado dia 16 de Fevereiro, os alunos do 7.º ano da nossa Escola deslocaram-se ao Centro de Ciência Viva de Estremoz, numa visita dinamizada no âmbito da disciplina de Ciências Naturais.
No local, visitaram a pedreira de extracção de mármore, cujo processo de formação foi explicado por um guia e pelos professores de Ciências. Esta pedreira tem cerca de 70 metros de profundidade e é constituída por sete estratos com cerca de dez metros cada. Aprenderam que o mármore é um importante recurso natural.
No centro de Ciência Viva observaram também uma exposição de sensibilização dos visitantes para a sustentabilidade dos recursos naturais do planeta. Falaram sobre a formação das rochas, sobre a constituição dos fundos oceânicos, simularam um sismo, conheceram a estrutura interna da Terra, observarão a formação de aquíferos e contemplaram um fóssil de um Tiranossauro (Tyrannosaurus Rex).
Para além disso, a viagem de ida e de regresso foi bem aproveitada e divertida com a visualização de um vídeo sobre a gravidez na adolescência.
Os alunos apreciaram muito esta visita de estudo e aconselham a visita ao Centro de Ciência Viva que permite uma abordagem interactiva de vários assuntos relacionados como planeta Terra e com o nosso dia modo de vida.

sábado, 26 de março de 2011

Esta e a minha carta :

Nova York, 10 de Dezembro de 2007

Querida irmã
Esta tudo bem aí ? Por aqui ja esteve bem mal, ja chegamos a passar fome, mas Deus tem nos dado um grande presente quase todos os domingos mas nao percebo como e que chove arroz no Verão ou nos dias que esta bom tempo,parece uma colheita regular.
Mas vamos falar de outro assunto, aqui em Nova York e uma discriminaçao ja me chamam toupeira ou rato dos canos, so ainda nao percebi porque. Já trabalhei em escavações mas depois encontrei este que é muito melhor porque não tenho de falar inglês que e uma lingua que nao percebo, mas tambem e subterânio.
Mandem noticias o mais rapido possivel, tenho saudades de voces.

Cumprimentos para ti
deste que tem saudades

P.S.: Mantém segredo sobre o milagre.

quarta-feira, 23 de março de 2011

Nova York,20 de Fevereiro de 2009
Querida mãe,
espero que esteja tudo bem,esta vida de limpa-vias nem é má de todo,é bem melhor do que as escavações,embora esteja sempre sozinho.O melhor de tudo é que não tenho de falar o inglês.
Passo os dias a picar papéis com um pau, varro milhões de cigarros, raspo das plataformas o chicle,espalho um líquido para tudo ficar limpo, e muitos mais trabalhos...
A tua nora e os teus netos mandam beijinhos.Estão tão contentes desde que Deus nos dá aquela chuva milagrosa de arroz!É arroz polido,Carolino e de primeira.
Por favor,reza-Lhe para que não acabe .
Comprimentos ao pessoal ai da terra,
com saudades,
do teu filho.

terça-feira, 22 de março de 2011

Nova York, 7 de Agosto de 2009

Querida mãe,
há muitos anos que vim para Nova York à procura de uma vida melhor que nunca conseguirei ter.
Sou limpa-vias num subway , trabalho horas e horas sempre de olhos no chão.
A minha vida é dificil ninguem me compriende e recebo muito pouco ao fim do mês mas tento sempre aguentar e fazer o melhor que poço pela minha familia que tem de passar necessidades por causa da falta de dinheiro. Bem pelo contrario tem acontecido algo espantoso, que não te poderei contar, pois prometi guardar segrdo porque é mau revelar os prodigios que a graça divina nos favorece.
Não tenho mais assunto, sempre que poderem mandem novidades.
Um grande abraço para todos.
José

sábado, 19 de março de 2011

A minha Carta

Nova York,23 de Dezembro de 2010

Querido irmão,
Espero que esteja tudo bem contigo. Eu, sinto uma tristeza e uma saudade tremenda, se não fosse pela minha família e pelo dinheiro eu nuca estaria aqui. gostava muito de ir ai no Natal mas como não posso dá cumprimentos dá malta toda. O meu emprego de limpa-vias é uma desgraça, qualquer dia o comboio passa-me por cima, e para além disso, passo o dia todo sujo, sozinho sem perceber patavina do que as pessoas dizem, não me pagam o salário de jeito e as condições são miseráveis. Dava tudo para poder voltar aí. Nos últimos há ,pelo menos, uma coisa que me tem vindo a alegrar, um verdadeiro milagre. Há três dias para cá chove arroz aqui no subway, não sei como explicar, mas também não me interessa, o que me interessa é ter comida para pôr na mesa.

Já não há mais novidades para contar.
Um grande abraço para todo o pessoal.

P.S. Escreve depressa.

A Carta

Depois do estudo do conto "Arroz do Céu", de José Rodrigues Miguéis, a nossa professora pediu-nos para escrevermos uma carta que a personagem do texto iria mandar a algum familiar ou amigo.

Aqui esta a carta que eu fiz:

Nova Iorque, 20 de Novembro de 2009

querido irmão,

já faz alguns anos que parti, a procura de uma vida melhor, contudo, sou um limpa-vias numa estação do subway, a vida com que eu tanto sonhava simplesmente ficou por um sonho.
O dinheiro é escasso, e por isso os meus filhos e a minha mulher tem de passar necessidades.
O meu trabalho como limpa-vias não compensa ser atropelado por um comboio.
Vivemos num casebre, os nove, quase todos os dias comemos arroz não sei de onde vem mas também não me interessa, só sei que mata a fome a minha família.
E tu? Como estas? Olha não te esqueças de mim, quando puderes dá novidades.

Até um dia,


Manuel